quarta-feira, 17 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
Ártico registra recorde de degelo e aquece disputa internacional.
Quebra-gelo. Navio do Greenpeace no degelo do Oceano Ártico
OSLO - Sobrevoando o Oceano Ártico, a sensação era de estar diante de um espelho gigante, estilhaçado em milhões de pedacinhos. Em vez de vidro, placas de gelo quebradas, resquícios dos últimos dias de verão, refletiam de forma descontínua os raios de sol. Vistos do alto, de um helicóptero, os pedaços, já frágeis, ocupavam quilômetros de mar, mas, a cada minuto, ondas engoliam mais um trecho da cobertura branca. Diante dos nossos olhos, a geleira que cerca o Polo Norte se desfazia, materializando números que, no dia 27 de agosto, já haviam acionado o alarme sobre a situação. Este ano, foi registrado o recorde de derretimento da cobertura de gelo no oceano, desde que as medições começaram a ser feitas, em 1979. Era esse o motivo que levava à região uma expedição do Greenpeace. A bordo do navio Artic Sunrise, cientistas de diferentes partes do mundo, protestavam contra a exploração econômica do Ártico. Eles reivindicam a criação de uma área de proteção internacional.
O cenário é um exemplo vivo da elevação da temperatura da Terra, que se potencializa na região. O termômetro no local marca um aumento três vezes maior do que no resto do planeta. Cientistas alertam que o fenômeno é acelerado pela queima de combustíveis fósseis e que esse processo causará, cada vez mais, eventos climáticos extremos, como tempestades, inundações e secas.
Enquanto o Ártico derrete, aumentam, na mesma proporção, os interesses econômicos na região. E, aos olhos de empresas e das oito nações que têm assento no Conselho do Ártico, o problema apontado pelos ambientalistas traz oportunidades econômicas. É que o Ártico estoca 20% das reservas de petróleo e gás do mundo e vem se tornando a mais nova fronteira energética da atualidade. À medida que a camada de gelo derrete, mais fácil vai se tornando o acesso a essas riquezas ainda intocadas e novas rotas comerciais vão se abrindo para o mundo.
Nesse imbróglio, uma instituição está sendo alçada a uma importância inédita: o Conselho do Ártico, composto por Dinamarca, Suécia, Estados Unidos, Canadá, Noruega, Islândia, Finlândia e Rússia. São esses países que, juntos, têm o poder de estabelecer estratégias para a região nas áreas ambiental e econômica. A China está fora, mas está fazendo de tudo para ser incluída no conselho. Os chineses estão de olho grande na exploração de recursos locais e, especialmente, no encurtamento das distâncias para o comércio com a Europa, que, segundo estimativas, poderiam resultar em rotas comerciais cinco ou seis vezes mais curtas. O resultado sobre a candidatura da China só será divulgado em fevereiro de 2013, quando o conselho se reunirá para escolher os novos membros — ano, inclusive, em que as empresas Shell e a russa Gazprom prometem voltar com força total ao Polo Norte, já que ambas, este ano, adiaram seus planos de perfurar poços no Oceano Ártico. Atualmente, o conselho é presidido pela Suécia.
Não são apenas ambientalistas e empresários que estão em campos opostos. Textos do próprio conselho deixam claro que a estratégia de exploração e preservação do Ártico está baseada numa contradição intrínseca. Enquanto trechos do documento admitem que “a extração de petróleo e gás pela Rússia e a Noruega na região de Barents, nos últimos 15 anos, tem aberto fronteiras energéticas importantes”, em outros parágrafos se advoga que “o rápido aumento de temperatura potencializa a probabilidade de efeitos dramáticos sobre os ecossistemas do Ártico. Além de significar perdas de bens naturais insubstituíveis para os seres humanos, entre eles a caça e a pesca”.
— O paradoxo está presente o tempo todo nas ações dos países que possuem áreas no Ártico. Eles querem preservar o meio ambiente e as culturas de populações tradicionais, mas não abrem mão das riquezas obtidas a partir dos recursos naturais. O mesmo acontece para os povos locais, que querem manter seus empregos em indústrias de exploração, mas serão diretamente afetados pelas perdas ambientais na região. É uma dinâmica que não se altera de uma hora para outra — pontua Lena Breg, antropóloga alemã, que está fazendo seu PhD na Universidade de Oslo, com foco nas populações do Ártico, e que estava entre os tripulantes do Artic Sunrise.
Efeito Gaia
No dia 20 de setembro, enquanto a expedição do Greenpeace navegava em meio ao degelo no Oceano Ártico, o Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo (NSIDC, sigla em inglês) da Universidade do Colorado e apoiado pela Nasa, anunciou que a cobertura havia atingido seu tamanho mínimo neste verão, registrando apenas 3,41 quilômetros quadrados de extensão. O número é 18% abaixo do registrado em 2007, ano do recorde anterior, e, numa comparação com o ponto mais alto de congelamento no inverno deste ano, significa o derretimento de quase 12 milhões de quilômetros quadrados de gelo.
— Se confrontarmos dados de satélite com o que estamos vendo, concluímos que há ainda menos gelo cobrindo o oceano. A imagem cala os céticos que dizem que o aquecimento global é apenas um processo natural. Atividades humanas são responsáveis por 60% do aumento das emissões de gases de efeito estufa desde 1979. Para evitar o desaparecimento do gelo, teríamos que reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis. Não é o que está acontecendo — avaliou a climatologista do NSIDC, Julienne Stroeve, uma das cientistas a bordo do Artic Sunrise, que, munida de instrumentos de medição, verificava in loco a redução não apenas do tamanho do gelo, como também de sua espessura.
Veterana em áreas geladas, Julienne — que já esteve na Groelândia e no Alasca pelo NSIDC — não escondia seu espanto ao observar a olho nu o que vem ocorrendo no Ártico:
— Se os satélites já anunciavam uma situação alarmante, a imagem das calotas polares desfeitas em milhares de pequenos e finos pedaços era ainda mais chocante.
A cientista acredita que a quantidade de nuvens e névoa na região pode ter alterado imagens registradas pelos satélites, fazendo com que a cobertura de gelo pareça maior do que realmente está nesse momento. A tese do físico inglês James Lovelock, que, nos anos 80, alertou o mundo para os primeiros sinais de que o excesso de emissões de gases de efeito estufa seria sentido no mundo todo, Julienne constatou, na sua última expedição ao Ártico, que a tese de Gaia é cada vez mais visível no Polo Norte. Além dela, estavam a bordo dois outros especialistas em gelo, ambos da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O peso das malas da tropa científica no Artic Sunrise incluía, além de casacos e botas preparados para o frio polar, instrumentos de medição do tamanho e da espessura das placas de gelo, que tinham ainda a capacidade de calcular o impacto do movimento das ondas sobre a cobertura gelada.
Resfriador da Terra
A expedição do Greenpeace havia passado dos 83 graus a Norte de latitude, e a cobertura branca ainda era escassa. Afinal, o que teria acontecido com as placas de gelo permanentes que aparecem em nossos mapas-múndi? Durante cinco dias navegando da cidade norueguesa de Tromso em direção do Polo Norte, os cientistas atingiram a área em degelo no último dia 10 de setembro — a expedição teve início no dia 5. O cenário visto pelas pequenas escotilhas do Artic Sunrise e mesmo da cabine do comandante era a um só tempo inóspita, estonteante e aterradora:
— O que vocês estão presenciando é um dos maiores desastres do planeta — esclarece, por email, o pesquisador Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, um dos maiores especialistas em gelo do mundo.
É dele a projeção de que o gelo do Ártico desapareceria entre os anos de 2015 e 2016. Seu diagnóstico data de 2007, só que seus próprios colegas de academia chegaram a considerar que Wadhams havia exagerado nas suas estimativas. À época, o Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) considerou o cenário alarmista, projetando o degelo para 2050. Mas cientistas do mundo inteiro estão revendo suas previsões, encurtando o tempo restante até que os verões no Ártico não tenham mais gelo na paisagem. Eles estão de olho em dados que já comprovam que, desde 1979, o Ártico perdeu 50% de sua cobertura.
— O gelo deverá desaparecer até 2016. Empresas veem isso como um bom negócio, porque haverá mais acesso à extração de petróleo na área de oceano aberto e mais facilidade de navegação. Por outro lado, o oceano descoberto absorverá mais calor, o que vai acelerar cada vez mais a própria causa do problema, o aquecimento global — diagnostica Wadhams.
O pesquisador já esteve no Ártico várias vezes, para observar a espessura do gelo durante os períodos de congelamento, no inverno, e de derretimento, no verão. Só que, desta vez, o professor acompanhava as notícias da expedição à distância. No seu lugar, Wadhams mandou Nick Toberg. Os dois conduzem uma pesquisa sobre a região, que aponta que o Ártico reflete 70% dos raios de sol que alcançam placas de gelo. Se a cobertura desaparecer, o oceano absorverá tudo, esquentando o planeta numa velocidade equivalente a 20 anos de atividades humanas emitindo gases de efeito estufa.
Além da absorção de mais calor pelo oceano, o degelo faz com que o permafrost (solo composto por terra, gelo e rochas congelados) se desfaça, enviando à atmosfera grandes quantidades de metano, um dos gases mais nocivos do efeito estufa. Tudo isso afeta a manutenção do Ártico, ou “refrigerador da Terra”, como é chamado.
— Os dias que estamos passando em meio ao degelo no Ártico estão sendo chocantes. É preciso que a exploração de gás e petróleo no Ártico seja suspensa de vez. As consequências das emissões e de um possível derramamento aqui são terríveis — conclui a londrina Sara Ayech, que soube, em alto-mar, que a Shell havia suspendido temporariamente as explorações na região. A Gazprom foi a empresa a abandonar as operações no local.
sábado, 13 de outubro de 2012
Até a próxima, Rainbow Warrior
Santos encerra a primeira expedição do navio Rainbow Warrior no Brasil
O navio Rainbow Warrior navega na Baía de Guanabara.
Foi com chave de ouro que a visitação do público ao Rainbow Warrior na cidade de Santos (SP) encerrou a expedição do mais novo navio do Greenpeace no Brasil. Cerca de 3.500 pessoas tiveram a oportunidade de conhecer a embarcação, atracado no maior porto da América Latina.
Durante a visita, o público teve a oportunidade de participar das campanhas do Greenpeace em proteção ao meio ambiente, como a do Desmatamento Zero. Nos mais de três meses de expedição do Rainbow Warrior pelo Brasil, cerca de 20 mil pessoas assinaram a petição presencialmente. Somando-se às assinaturas online, mais de 370 mil brasileiros pedem uma nova lei para proteger as florestas.
Outro destaque do evento foram as energias renováveis. Grande estrela da Cúpula dos Povos, no Rio, o fogão solar também fez sucesso entre as famílias que visitaram o navio em Santos.
De norte a sul do Brasil
Nesta segunda-feira, 2 de julho, a tripulação do Rainbow Warrior se despediu do Brasil com destino à Argentina. Em comemoração aos 20 anos do Greenpeace no Brasil, o navio passou por Manaus, Santarém, Macapá, Belém, São Luís, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Veja abaixo uma breve retrospectiva das principais paradas:
Manaus
Em Manaus, foi lançada a campanha pela lei do Desmatamento Zero. O Rainbow Warrior ajudou a alcançar e mobilizar várias comunidades que vivem da riqueza da floresta, que se juntaram pela campanha.
Santarém
Além da divulgação da campanha do Desmatamento Zero, o Guerreiro do Arco-Íris ajudou o Greenpeace a denunciar as agressões à floresta Amazônica. Em Santarém foi feita a denúncia de uma madeireira ilegal operando em um assentamento do Incra. O navio também recebeu um debate entre organizações e lideranças comunitárias sobre a estrada BR-163 e seus efeitos no desmatamento da floresta.
Porto de Moz
O Rainbow Warrior foi o ponto de encontro de uma assembléia flutuante com representantes de comunidades extrativistas da região. A flotilha foi crucial para continuar a mobilização pela regularização fundiária da Reserva Extrativista Verde para Sempre.
Gurupá
Outra denúncia feita com a ajuda do navio foi a entrega de uma amostra de madeira coletada em uma área quilombola em Gurupá à Procuradoria Federal em Belém. O acontecimento foi o ponto de partida de um debate sobre o atual papel da exploração madeireira no desmatamento e na degradação ambiental. O evento envolveu o Ministério Público Federal, madeireiros e instituições não-governamentais.
Macapá
Já em Macapá, capital do Estado que tem 95% da sua área de florestas preservada, o governador Carlos Camilo Capiberibe fez questão de declarar seu apoio ao Desmatamento Zero. Próximo à cidade, o navio chegou à comunidade de Bailique para registrar o exemplo da Amazônia que dá certo.
Belém
Na capital paraense, a petição ganhou apoio estratégico das instituições públicas regionais. Já o público que visitou o Rainbow Warrior também fez bonito e apoiou em peso a petição. Foram mais de 1.300 assinaturas.
São Luís
Em São Luís do Maranhão, o navio estreou sua primeira ação – o bloqueio do navio Clipper Hope, prestes a fazer um carregamento de ferro gusa, matéria-prima do aço cuja cadeia produtiva envolve desmatamento ilegal, invasão de terras indígenas e trabalho escravo. Os protestos terminaram com um avanço: as autoridades e os produtores da região se dispuseram a entrar em um acordo para regularizar a cadeia produtiva do material.
Recife
Já navegando pela costa brasileira, o Rainbow Warrior estreou em Recife a campanha pelo uso de matrizes renováveis como solar, eólica e biomassa. Em evento a bordo do navio, o governo do Estado se comprometeu a fazer investimentos em energias renováveis para atrair novas empresas de TI (Tecnologias da Informação). Com o lançamento do relatório Horizonte Renovável, o Greenpeace mostrou que o Brasil possui um pré-sol e um pré-vento de oportunidades para gerar energia limpa.
Salvador
Muita gente veio conferir de perto o Rainbow Warrior na capital baiana. O Greenpeace recebeu até a visita contagiante do músico Carlinhos Brown, que animou a tripulação. Nesta parada, também foi organizado um seminário sobre potencial das energias renováveis.
Rio de Janeiro
Aportando na cidade maravilhosa para a Rio+20, o Rainbow Warrior foi palco de discussões sobre como formar um polo verde de TI na capital fluminense e de protesto de índios Xavante que há 20 anos aguardam a desocupação de suas terras por fazendeiros. Durante a conferência da ONU, o Greenpeace se juntou à sociedade civil na Cúpula dos Povos, realizando discussões sobre desmatamento, mudanças climáticas e energias renováveis. Nas ruas, participamos de uma marcha para mostrar o “verdadeiro futuro de queremos” para os líderes mundiais.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Desmatamento volta a subir
A tendência de queda do desmatamento na Amazônia vem perdendo força nos últimos meses. Em agosto, segundo o sistema de alerta do Inpe, pelo menos 522 km² de floresta foram derrubados, mais de 200% em relação ao mesmo mês no ano anterior. Em setembro, o aumento continuou: com cerca de 282 km² desmatados, a curva subiu 11% se compararmos com o ano passado.
O mês de agosto é quando começa o cálculo do desmatamento anual pelo Sistema Prodes, também do Inpe. Os dois primeiros meses da conta, portanto, já chegaram com números ruins. E essa época, quando a seca chega na Amazônia, é justamente o período em que as motosserras começam a cantar com mais força.
É para combater esse cenário que estamos na campanha pela lei de iniciativa popular do desmatamento zero. Precisamos de 1,4 milhão de assinaturas para encaminhar o projeto ao Congresso. Em poucos meses, mais de 566 mil brasileiros já aderiram. E você? Participe, assine e compartilhe!
Esconde-esconde em usinas nucleares suecas
Ativistas do Greenpeace entram na planta nuclear de Forsmark, na Suécia, para demonstrar a falta de segurança das usinas no país (©Greenpeace)
Mais de 70 ativistas do Greenpeace entraram nas usinas nucleares de Ringhals e Forsmark, na Suécia, para provar a vulnerabilidade da segurança das mesmas e para pedir para a Ministra do Meio Ambiente da Suécia, Lena Ek, que ordene o fechamento dos perigosos reatores nucleares no país.
Quase todos os ativistas foram presos, mas quatro conseguiram permanecer escondidos em Ringhals e outros três em Forsmark, apesar da Vattenfall, uma das empresas operadoras das usinas, afirmar que o trabalho de segurança funcionou perfeitamente.
Hoje cedo, Isadora Wrosnki, da Campanha de Energia do Greenpeace Suécia, revelou que ainda estava no telhado de Ringhals, 28 horas após a entrada na usina. Depois disso, houve uma busca intensa para encontrar os ativistas escondidos.
“O teste de segurança que simulamos provou que as plantas nucleares suecas são inseguras. Elas são um risco para o público, não apenas para as pessoas que vivem próximo à elas, mas para toda a região nórdica”, disse Wronski antes de deixar a planta de Ringhals. “Peço urgentemente que a Ministra do Meio Ambiente feche essas usinas”.
Na semana passada, a Comissão Europeia publicou um documento sobre os testes de estresse realizados pelos operadores e reguladores nas plantas nucleares europeias, revelando sérios problemas de segurança.
Ringhals, em particular, foi muito criticada por suas falhas de segurança e por um relatório publicado por Oda Becker, pesquisadora independente de energia nuclear concluiu que as plantas nucleares suecas deveriam ser fechadas por problemas de segurança.
O protesto forçou Lena Ek, que até então não havia se pronunciado sobre o assunto, a convocar uma reunião com os operadores das plantas, E.On e Vattenfall, e exigir explicações pelas falhas de segurança.
Martina Krueger, da Campanha do Greenpeace Nórdico, afirmou que "uma vez que as operadoras claramente não atendem aos padrões de segurança necessárias, a Ministra do Meio Ambiente deveria fechar as usinas no país".
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
GREENPEACE: Missão e Valores.
"O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos."
Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiamos os tomadores de decisão a rever suas posições e adotar novos conceitos. Também defendemos soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para esta e para as futuras gerações.
Nossos valores são a expressão dos princípios que nos guiam e que acreditamos. Utilizamos estes valores para guiar o desenvolvimento de nossas campanhas, comunicação e mobilização de recursos. Nossos valores atuais são:
- Independência - O Greenpeace é uma instituição sem fins lucrativos e independente, que não aceita doações de governo, empresas ou partidos políticos. Seu trabalho é integralmente financiado por mais de 3 milhões de colaboradores de todo o mundo. A independência econômica do Greenpeace garante transparência, liberdade de posicionamento e expressão, permitindo que assuma riscos e confronte alvos e comprometendo-se exclusivamente com os indivíduos e a sociedade civil.
- Não violência - A não violência é requisito fundamental em todas as atividades que o Greenpeace promove. Ela está embutida em ações, palavras e na forma de atuação em geral – seja com governantes, empresários, outras instituições ou com a população.
- Confronto pacífico - O Greenpeace trabalha usando confrontos não violentos e criativos para chamar a atenção do público para determinado problema ambiental, mostrando que essa postura é alternativa eficaz de comportamento. Todas as ações que desafiam empresas e governos a mudarem de atitude, pressionando-os a encontrar novas soluções para antigos problemas, são pacíficas.
- Engajamento - Nós acreditamos que a mudança de atitudes individuais pode fazer uma grande diferença para o futuro do planeta. Juntos, nós podemos enfrentar os problemas e promover soluções. Um pequeno grupo de pessoas teve a iniciativa de agir e, assim, o Greenpeace surgiu. Nós incentivamos todos aqueles que se preocupam com o futuro a fazer o mesmo: a agir. Conectando milhões de pessoas que têm os mesmos valores ao redor do mundo, o poder de mudança torna-se global.
Clima e Energia: O Maior Desafio da História Humana (Greenpeace Brasil)
Energias renováveis contra o aquecimento global
O aquecimento do planeta é uma realidade e, se nada for feito, ele trará consequências catastróficas para a biodiversidade e para o ser humano. Por isso, pressionamos empresas e governos a abandonarem fontes fósseis de geração de energia, como o petróleo e o carvão, e substituí-las pelas novas renováveis, como solar e eólica. Essa é uma estratégia não só para reduzir as emissões de gases-estufa, mas para consolidar um crescimento econômico baseado em tecnologias que não prejudicam o planeta.
A Nasa (agência espacial americana) anunciou no início de 2010 que a década que terminou em 31 de dezembro de 2009 foi a mais quente já registrada desde 1880, ano em que a moderna medição de temperaturas ao redor do planeta começou. A mesma década também teve os dois anos de maior intensidade de calor em mais de um século – 2005, o mais quente do período, e 2009, o segundo mais quente.
O aumento da temperatura do planeta é consequência de ações humanas, especialmente tomadas a partir da Revolução Industrial, no século 18. Ela promoveu um salto tecnológico e o crescimento das civilizações como nunca vistos antes. Impulsionou também uma taxa inédita e perigosa de poluição e degradação da natureza.
A indústria floresceu baseada na queima de carvão e petróleo, duas fontes de energia encontradas na natureza cujo calor movimenta usinas, indústrias e economias gigantescas, como a dos Estados Unidos, da Europa e da China. Acontece que, com a queima, o carvão e o petróleo liberam no ar volumes gigantescos do gás dióxido de carbono (CO2). A exploração sem controle de outra matéria-prima, a florestal, também jogou outros milhões de toneladas desse gás no ar.
O CO2, também chamado de gás carbônico, é parte da atmosfera terrestre e forma uma capa ao redor da Terra, que faz a temperatura do planeta adequada para a manutenção da vida – inclusive a humana. Esse processo se chama efeito estufa. O problema, portanto, não é o mecanismo natural em si, mas a interferência feita pelo homem. O volume extra de CO2 e de outros gases, como o metano, que foram para a atmosfera a partir da Revolução Industrial engrossou a capa, de forma que a temperatura passou a subir perigosamente.
Um planeta mais quente desequilibra o ultra-sensível sistema climático da Terra. Como consequência, o gelo dos polos derrete e eleva o nível médio dos oceanos, ameaçando populações costeiras; tempestades se tornam mais frequentes, intensas e perigosas, assim como ondas de calor; biomas como a Amazônia são ameaçados pela alteração no sistema de chuvas. Populações já vulneráveis ficam com a corda no pescoço, sofrendo impactos na produção de alimentos, fornecimento de água, moradia.
Aquecimento global: o desafio da geração
Podemos voltar atrás? Em determinado grau, não, pelo menos em curto prazo. Mas o custo do desenvolvimento feito de qualquer jeito é alto demais para as próximas gerações, e uma resposta deve ser dada imediatamente. Precisamos deixar essa capa que cobre a Terra mais fina – ou pelo menos mantê-la do jeito que ela está hoje.
Quanto mais tempo o homem demora para implantar as soluções, pior será o futuro – mais caro e muito mais difícil será lidar com as mudanças climáticas. É por isso que o Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a deixarem o carvão e o petróleo de lado e investirem em fontes renováveis de energia, conservarem suas florestas, repensarem práticas agropecuárias e conservarem seus oceanos.
O sol, o vento, a água e a biomassa são as fontes mais promissoras de energia hoje. O mundo não precisa investir em mais usinas a carvão e deve investir em alternativas para os carros, aviões e navios que bebem petróleo a torto e a direito. O mundo precisa de uma matriz elétrica diversificada e reformar as usinas existentes, para que deixem de jogar dinheiro e energia fora e aproveitem tudo o que é produzido ali, sem desperdício.
As cidades precisam de sistemas de transporte inteligentes. Os governos precisam deixar as florestas em pé, para permitir que as árvores ajudem a regular o clima, e conservar os oceanos, outra importante “esponja” de dióxido de carbono.
O mundo precisa, acima de tudo, que as pessoas queiram fazer a mudança, do cidadão comum aos engravatados que dirigem países e empresas. O momento da ação é agora. Os próximos bilhões de habitantes da Terra agradecerão.
Soluções:
- Investir em uma política energética inteligente: segundo estudo encomendado pelo Greenpeace, as novas fontes renováveis podem suprir metade da demanda mundial até 2050
- Incentivar o setor de novas energias: a indústria de geração e de eficiência energética tem capacidade de abrir 8 milhões de empregos no mundo até 2030
- Zerar o desmatamento no mundo: no mundo, a derrubada e a queimada das florestas tropicais jogam 5,1 bilhões de toneladas de carbono por ano na atmosfera; só no Brasil, o volume é de 1,26 bilhão de toneladas por ano
- Conservar os oceanos: os mares absorvem CO2 da atmosfera, mas eles têm um limite. Destinar 40% dos oceanos para unidades de conservação ajuda a mantê-los saudáveis, de forma a cumprirem essa tarefa
AMAZÔNIA: Patrimônio Brasileiro, Futuro da Humanidade (Greenpeace Brasil)
Fascínio e destruição
Em 1999 chegamos à Amazônia para investigar a exploração ilegal de madeira. Não saímos mais. Muitas pesquisas e ameaças de morte depois, continuamos em campo. Aliados às comunidades locais, identificamos áreas sob pressão de desmatamento e denunciamos os responsáveis. Lutamos para que a produção de gado e soja, maiores vetores de devastação, parem de avançar sobre a floresta.
Do alto, do solo ou da água, a Amazônia brasileira é um impacto para os olhos. Por seus 6,9 milhões de quilômetros quadrados em nove países sul-americanos (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) espalha-se uma biodiversidade sem paralelos. É ali que mora metade das espécies terrestres do planeta. Só de árvores, são pelo menos 5 mil espécies. De mamíferos, passa das 300. Os pássaros somam mais de 1.300, e os insetos chegam a milhões.
No Brasil, o bioma Amazônia cobre 4,2 milhões de quilômetros quadrados (49% do território nacional), e se distribui por nove estados (Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão). O bioma é muitas vezes confundido com a chamada Amazônia Legal - uma região administrativa de 5,2 milhões de quilômetros quadrados definida em leis de 1953 e 1966 e que, além do bioma amazônico, inclui cerrados e o Pantanal. (Mapa: bioma, Amazônia Legal e Limite Panamazônia)
Sob as superfícies negras ou barrentas dos rios amazônicos, 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis: é a maior bacia hidrográfica do mundo. Às suas margens, vivem em território brasileiro mais de 20 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. Levando-se em conta toda a bacia amazônica, os números crescem: são 33 milhões de pessoas, inclusive 1,6 milhão de povos indígenas de 370 etnias.
Além de garantir a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia e medicamentos, a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. A cada árvore que cai, uma parcela dessa conta vai para os céus.
Grandes também são as ameaças
Maravilhas à parte, o ritmo de destruição segue par a par com a grandiosidade da Amazônia. Desde que os portugueses pisaram aqui, em 1550, até 1970, o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em apenas 40 anos, o número saltou para 17% – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Foi pela década de 1970 que a porteira se abriu. Numa campanha para integrar a região à economia nacional, o governo militar distribuiu incentivos para que milhões de brasileiros ocupassem aquela fronteira “vazia”. Na corrida por terras, a grilagem falou mais alto, e o caos fundiário virou regra difícil de ser quebrada até hoje.
A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma incógnita. Os órgãos ambientais correm atrás de mapas adequados e de recursos para enquadrar os que ignoram a lei. Mas o orçamento para a pasta não costuma ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, também é impactante.
Desenvolvimento para quem?
© Greenpeace / Daniel Beltra
Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral, é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando enormes áreas abandonadas.
Ainda assim, o setor do agronegócio quer mais. No Congresso, o lobby por mudanças na legislação ambiental é forte. O objetivo é que mais áreas de floresta deem lugar à produção, principalmente, de gado e soja. A fome por desenvolvimento deu ao país a terceira posição dentre os maiores exportadores de produtos agrícolas. Mas os louros desses números passaram longe da população local.
As promessas de desenvolvimento para a Amazônia também se espalham pelos rios, em forma de grandes hidrelétricas, e pelas províncias minerais, em forma de garimpo. Mas o modelo econômico escolhido para a região deixa de fora os dois elementos essenciais na grandeza da Amazônia: meio ambiente e pessoas.
Soluções
- Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2015, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas. A criação de um fundo de investimentos nacionais e internacionais tornaria a proposta viável.
- Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos criminosos.
- Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.
- Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as leis de preservação.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Conheça mais sobre o Greenpeace no Brasil
Quando o Brasil entrou para o mapa de países vítimas de ações internacionais predatórias, mal existiam ambientalistas no país. Com a realização da Eco-92 no Rio, quando mais de 180 países reconheceram os danos que causavam ao ambiente, o Greenpeace recebeu o empurrão que precisava para levantar o debate ambiental.
Foi durante o encontro, no dia 26 de abril, aniversário da explosão da usina nuclear de Chernobyl, que a tripulação do navio do Greenpeace Rainbow Warrior rumou para Angra dos Reis. Lá, 800 cruzes foram afixadas no pátio da usina nuclear, simbolizando o número de mortes ocorridas no trágico acidente na Ucrânia. O evento marcou oficialmente a inauguração do Greenpeace no Brasil.
Desde o início, a organização se comprometeu em levar a realidade e os desafios ambientais para a agenda política nacional e internacional. Com a preocupação de montar uma equipe brasileira, a organização se deparou com o desafio de não haver profissionais especializados no país. A primeira geração de funcionários foi formada por ativistas do movimento político e social, o que se mostrou ideal, uma vez que, em um país em desenvolvimento como o Brasil, os desafios ambientais estão intrinsecamente vinculados aos sociais.
A realização da primeira ação no Brasil é anterior à vinda oficial. Ao identificar a grande participação do país no comércio internacional de lixo tóxico, em 1989, o Greenpeace, junto com a organização Oikos, abortou duas tentativas da fábrica Produquímica de importar resíduos de metais pesados. Embora a entrada desse material não fosse proibida, o Brasil exigia autorização dos órgãos ambientais – e a Produquímica não a possuía.
Como resultado da pressão contra empresas poluidoras, como a Produquímica, em 1993 o governo brasileiro proibiu a importação de qualquer tipo de resíduo tóxico. Em março de 1994, a Convenção da Basileia dava o histórico passo de proibir a exportação de resíduos perigosos provenientes dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para os não pertencentes. Foi a primeira conquista do Greenpeace em âmbito internacional e a primeira do Greenpeace Brasil.
Em 1992, começava a investigação sobre exploração ilegal e predatória de madeira na Amazônia. A situação da região era ainda mais caótica do que hoje: não havia registro dos setores que impulsionavam o desmatamento, a fiscalização dos órgãos públicos era quase nula e a exploração comercial rolava solta.
Dois anos depois, foi realizada a primeira expedição naval pela Amazônia, denunciando o comércio ilegal desse produto. A Marinha brasileira, que acompanhava o navio do Greenpeace, decidiu expulsá-lo do país, ainda com tripulantes brasileiros. Representantes da sociedade civil e da comunidade jurídica se posicionaram a favor da continuidade do trabalho de defesa ambiental. O Tribunal Superior de Justiça entrou com um pedido de revogação e o navio pôde voltar a sua rota. Esse foi um momento emblemático para o Greenpeace, afinal reconhecido publicamente como uma organização brasileira.
Entre 1995 e 1999, as campanhas de Energia e Transgênicos se iniciaram. Eficiência era o foco de Energia. Seu primeiro alvo foram as indústrias de refrigeração, que na época usavam gases CFC, que atacam a camada de ozônio e agravam o efeito estufa. Demonstrando que tecnologia, desenvolvimento e preservação ambiental podem caminhar juntos, o Greenpeace desenvolveu, em associação com o Instituto da Saúde Pública de Dortmund, na Alemanha, uma alternativa mais limpa de refrigeração – o “Greenfreeze” – menos poluente e mais eficiente.
Fortalecimento - O século 21 começa com novos trabalhos. A campanha de tóxicos denunciou a contaminação de solo e água por substâncias conhecidas como Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs). Grandes empresas como a Shell e a Gerdau sofreram pressão pelo fim da contaminação por POPs e investimento em tecnologia não poluente.
Com o início da campanha de Transgênicos, o Greenpeace fortalece no debate das políticas públicas o princípio da precaução, ou a responsabilidade dos governos de cobrarem provas de que novas tecnologias, como a de organismos geneticamente modificados, não causam danos à saúde humana e ao ambiente antes de aprovarem seu uso em larga escala.
A demanda sobre a campanha de Transgênicos cresceu com a entrada ilegal de soja transgênica na região Sul. Para proteger o consumidor, em 2002, o Greenpeace lançou o primeiro Guia do Consumidor, com uma lista de produtos com e sem transgênicos. A publicação, inédita no Brasil, trazia informação sobre 70 empresas de alimentos. A campanha pró-energias renováveis se fortalece como alternativa de fornecimento de energia à construção da usina nuclear de Angra 3.
Já em 2002, a campanha da Amazônia teve uma importante conquista. Após intensa pressão do Greenpeace, o governo brasileiro suspendeu o comércio de mogno, árvore ameaçada de extinção, e determinou uma auditoria em todos os planos de manejo florestal no Pará,apontados pelo relatório “Parceiros no Crime” como instrumento de ilegalidades e corrupção.
Em 2003, a Amazônia lançou o projeto Cidade Amiga da Amazônia. Seu objetivo foi o de criar uma legislação municipal que eliminasse a madeira de origem ilegal e de desmatamentos criminosos das compras municipais. Cinco anos após sua criação, o projeto foi ampliado, abarcando todas as compras públicas e privadas de madeira, chamando-se hoje Rede Amigos da Amazônia.
Em 2006, o Greenpeace publicou o relatório “Comendo a Amazônia”, detalhando como a demanda mundial por soja produzida na região alimenta a destruição da floresta. A rede McDonald’s foi a primeira a responder à denúncia, eliminando a soja amazônica de sua cadeia de suprimentos. No mesmo ano, a campanha obteve uma conquista importante, a criação de uma moratória de dois anos na compra de soja proveniente de novos desmatamentos na Amazônia
Olhando o futuro - No ano seguinte, a campanha da Amazônia lançou o projeto Desmatamento Zero, que convoca governos e sociedade civil pelo fim do desmatamento na Amazônia nos sete anos seguintes, garantindo os meios de vida locais e globais e o desenvolvimento regional e nacional.
Ampliamos o trabalho pontual com baleias ao lançar, em 2008, a campanha de Oceanos, baseada em um estudo da organização com 40 especialistas, entre membros do governo, representantes de ONGs e pesquisadores acadêmicos de todo o país, sobre a situação dos oceanos. No mesmo ano, depois de oito meses de investigação, o Greenpeace comprovou que a água consumida no município de Caetité, na Bahia, estava contaminada por substâncias radioativas, comprometendo a saúde da população local.
O ano de 2009 foi marcado por uma intensa mobilização pelo clima, dada a importância da reunião da ONU em Copenhague para a redução das emissões de gases-estufa. Ao redor do mundo, a sociedade civil deu um exemplo de participação política, pressionando seus governantes a irem ao encontro. Em maio, o Greenpeace lançou o relatório “A farra do boi na Amazônia”. Fruto de três anos de investigação, ele revelou como a parceria perversa entre a indústria do gado e o governo brasileiro resulta em desmatamento, trabalho escravo e invasão de terras indígenas.
Adeus à Guerreira!!!
Greenpeace está de LUTO!
Tatiana de Carvalho, uma das mais antigas ativistas no Brasil, faleceu no domingo passado após um acidente em uma cachoeira próxima a Brasília.
Há 10 anos no Greenpeace, Tatiana lutou na campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e, com a mesma garra, batalhava atualmente pelo Desmatamento Zero. Dos corredores sisudos do Congresso Nacional aos labirintos da Amazônia, Tati nunca mediu esforços para que a floresta e seus povos fossem protegidos. E tudo isso com uma autenticidade e energia que pouco se vê no mundo de hoje.
"Que Deus dê o conforto para a Família dela nesse momento tão difícil..."
Assine a Petição contra o Desmatamento Zero que se encontra aqui do lado e ajude a honrar o Sonho da Tatiana!!!
Contamos com a Ajuda de Vocês!!! Obrigada!
#DesmatamentoZero
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